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Cidades na web e o folclore na rede: a transposição do folclore na Internet

Introdução

A evolução tecnológica viabilizou o surgimento de um novo meio de comunicação, consequentemente milhares de pessoas, empresas entram para esse novo meio. A Internet possibilitou uma abertura para divulgação e a troca de experiências. 


Este trabalho aborda três temas centrais: o folclore e suas manifestações, a produção popular e o processo de comunicação que se dá o folclore a chamada folkcomunicação, por último o folclore e sua inserção na Internet.
A partir de um levantamento feito nos sites do interior de São Paulo, foi possível
quantificar e classificar as cidades que possuem conteúdos folclóricos em suas páginas. A pesquisa nem é um fim, pois não procuramos esgotar o tema e sim levantar possibilidades para outras pesquisas.

A Cultura Popular e a Comunicação Popular

Para falar de folclore se faz necessário definir o espaço no qual se desenvolve e é dentro das classes populares que aparecem as manifestações ditas "folclóricas". Portanto, a produção das classes populares faz parte de uma cultura, conhecida como cultura popular.
Algumas definições serão abordadas neste trabalho como: a cultura popular e a
comunicação popular.
CANCLINI (1995) define a cultura popular "como aquilo que compreende a
expressão da personalidade de um povo." E complementa que é preciso "compreendê-la como produto de interação das relações sociais." As culturas populares (termo que achamos mais adequado do que a cultura popular) se constituem de um processo de apropriação desigual dos bens econômicos e culturais de uma nação ou etnia por parte dos seus setores. CALDAS (1986) diz que "cultura popular pode entender-se como aquela parte da cultura produzida pelo povo, para o próprio povo”

Sendo assim, a cultura popular é configurada, sobretudo pela forma de transmissão, absolutamente empírica e à margem dos sistemas formais de ensino. Seu estabelecimento vai ser através das relações familiares, de vizinhança, ou compadrio. A aprendizagem desse processo ocorre por meio de uma participação contínua, rotineira, absolutamente interativa. É neste plano que se situa o folclore.

Ao contrário da cultura de massa, a cultura popular não apresenta características de domínio para além das fronteiras do grupo social que a coletiviza. Esta cultura minimiza a autoria porque é de domínio público. Assim, ao observarmos a cultura como objeto de estudo, podemos perceber que seja ela atual/moderna ou primitiva/arcaica sua função é atender ás necessidades e desejos básicos de seus geradores/usuários ou gerenciadores que universalmente constrói determinadas áreas gerais da vida social tais como: 
a) linguagem;
b) traços materiais; 
c) arte; 
d) mitologia; 
e) conhecimento cientifico; 
f) práticas religiosas;
g) sistema familiar e social; 
h) propriedade; 
i) governo; 
j) guerra 
(RUMNEY E MAIER,1975, p.95).

“O povo – acrescenta-se desembaraça ou deixa passar sem aceitá-los
aqueles ‘pesos mortos’, aqueles elementos que tenham perdido ou não hajam
chegado a adquirir uma função na existência do grupo. E quando esta função ao
contrário se cumpre, istoé, quando um elemento qualquer (comida,morada, mito ou canção) demonstra apitado para satisfazer necessidades da comunidade,
permanece por isso mesmo engrenado no contexto da cultura do grupo, à qual
integra organicamente. Vitalmente” (BARRETO apud BELTRÃO,2004,p.67)

As transmissões de informações que ocorre nas classes populares podem ser
consideradas como a comunicação popular. “A comunicação popular entende-se, sem dificuldades, que se está tratando de uma comunicação do povo.”(PERUZZO, 1995,p.29)
“Os protagonistas da Comunicação Popular são identificados como sendo
o próprio povo e /ou organizadores e pessoas ligadas a ele organicamente. Neste
sentido povo é tomado como antagônico ás classes dominantes, é concebido como conjunto das classes subalternas.”

A comunicação popular pode ser elaborada em dois sentidos aquela “que
se dá no âmbito das próprias classes subalternas (...), e /ou a comunicação que tem origem nas alturas da cultura hegemônica e é dirigido ás classes subalternas.
(GIMENEZ, 1979, p.58)”.

São nestas classes ditas subalternas ou populares que se produzem conteúdos
folclóricos que hoje estão sendo midiatizados, ou nelhor, deixando de ser passado de geração para geração através da comunicação interpessoal e sendo transmitido pela Internet.

Disponibilizados em sites, permitindo assim o acesso a um grande número de
pessoas, as manifestações folclóricas existente em qualquer sociedade são vistas pelos quatro cantos do mudo.

Visando entender como se dá essa midiatização e utilizando o viés da
Folkcomunicação, ou seja, da comunicação do povo, que encontra no folclore uma maneira de expressar suas opiniões e de fazer parte da sociedade, faremos o estudo dos sites do interior de São Paulo que são disponibilizados na rede.
Folclore Segundo FRADE (1997,p.11), as primeiras vezes que se tem notícia da palavra folclore , foi quando um inglês chamado William John Thoms, interessado naquilo que na Inglaterra chamavam de “Antiguidades Populares”, ou “Literatura Popular”, escreve um artigo para a revista chamada THE ATHENEUM, publicada na edição que circulou dia 22 de agosto de 1846, a palavra anglo-saxônica, FOLK-LORE, para designar o saber tradicional do povo.

Existem várias tentativas de definições sobre o folclore. É ocorrente entre os
folcloristas brasileiros, uma frase de sucesso. “Tudo que é Folclore, é popular; porém, nem tudo que é popular, é folclore.”(FRADE, 1997,p.17). O Folclore quer dizer conhecimentos do povo, são manifestações presentes no dia-a-dia, passado de geração a geração e entendido como cultura popular tradicional que é dinâmico e evolui com as mudanças da sociedade.

Quando se fala de povo, não significa a ralé nas ruas, que nunca canta
ou grita e mutila canções populares. Existem pois os excluídos do organismona
ção. Não é a cultura das classes populares, enquanto modo de vida concreto,
que suscita a atenção, mas sua idealização através da noção do povo.O critério
sócio-econômico torna-se então irrelevante; interessa mapear os arquivos da
nacionalidade, a riqueza da alma popular. “Povo” significa um grupo
homogêneo, com hábitos mentais similares, cujos integrantes são guardiãs da
memória esquecida.” (ORTIZ, p.26, s/data)

Vários folcloristas consideram alguns elementos definidores do Folclore: a
antiguidade, a transmissão oral e o anonimato. Já no VIII Congresso Brasileiro de Folclore, reunido em Salvador (BA), os folcloristas brasileiros adotaram o conceito de que Folclore é o conjunto das criações culturais de uma comunidade, baseado nas suas tradições expressas individual ou coletivamente, representativo de sua identidade social. Constituem-se fatores de identificação da manifestação folclórica: aceitação coletiva, tradicionalidade, dinamicidade e funionalidade.” (BENJAMIM, 2004,p.18)

O folclore ocorre nas mais diversas sociedades, apesar de estar mais próxima do
povo não podemos dizer que a elite de uma sociedade está distante das manifestações. Cada
grupo social tem seu folclore, seguem suas tradições, costumes. Para MANZO & FELIPE “vive-se o folclore o tempo todo mesmo que inconsciente”.(MANZO& FELIPE, 2000,p.6)

Neste viés onde todos os grupos sociais vivenciam o folclore, a disponibilização de conteúdos na rede mundial de computadores, possibilita o conhecimento e a divulgação da diversidade cultural e das manifestações folclóricas, o intercambio e a troca de experiências de um grupo para outros grupos.

Folkcomunicação

A palavra folkcomunicação foi utilizada pela primeira vez por Luiz Beltrão. Para ele folkcomunicação significa:

“A folkcomunicação é por natureza e estrutura, um processo artesanal e
horizontal, semelhante em essência aos tipos de comunicação interpessoal já
que as mensagens são elaboradas, codificadas e transmitidas em linguagens e
canais familiares à audiência, por sua vez conhecida psicológica e
vivencialmente pelo comunicador, ainda que dispersa.” (BELTRÃO,1980,p.28)

Baseado em estudos sobre a Folkcomunicação, pode-se afirmar que o fato folclórico
é a maneira de pensar, sentir e agir de um povo, assegurado pela tradição popular e imitação, e que não esteja diretamente influenciadas pela sociedade erudita e “instituições que se dedicam ou à renovação e conservação do patrimônio científico e artístico humano ou à fixação de uma orientação religiosa e fisiológica”.

A transposição da mensagem de um sistema de comunicação para outro, a fim de alcançar o todo desejado, está baseada nas pesquisas realizadas, principalmente nos Estados Unidos. Mesmo o folclore ocorrendo dentro das classes populares através de uma comunicação interpessoal, acontece hoje uma transposição do conteúdo produzido pelo povo para a Internet.

A cada dia milhares de sites entram na Internet, muitos deles são para a divulgação da cultura popular, crendices, danças e manifestações ditas folclóricas.

É nesse contexto que se insere nosso estudo, mas para tanto se faz necessário
conhecer o processo de comunicação da folk . Para Roberto Benjamin existem seis passos para que se complete o processo como um todo, são eles:

1. A produção de mensagem - A comunicação (interpessoal e grupal)
ocorrente na cultura folk
2. Recepção - A mediação dos canais folk para a recepção da comunicação
de massa
3. Produção - A apropriação de tecnologias da comunicação de massa, e o
uso dos canais massivos por portadores da cultura folk
4. Recepção dos efeitos - A presença de traços da cultura de massa
absorvidos pela cultura folk
5. Produção dos efeitos da mensagem - A apropriação de elementos da
cultura folk pela cultura de massa e pela cultura erudita (projeção do
folclore)
6. Recepção dos efeitos - A recepção na cultura folk de elementos de sua
própria cultura reprocessados pela cultura de massa.

Luiz Beltrão, denomina que “no processo da folkcomunicação o comunicador de
folk tem personalidade característica dos líderes de opinião identificada (e nele, talvez,
ainda mais aguçada) nos seus colegas do sistema de comunicação social:

1) prestígio na comunidade, independente da posição social ou da situação econômica,
graças ao nível de conhecimentos que possui sobre determinado tema e a aguda percepção de seus reflexos na vida e costumes de sua gente;
2) exposição às mensagens do sistema de comunicação social, participando da audiência os meios de massa, mas submetendo os conteúdos ao crivo de idéias, princípios e normas
do seu grupo;
3) freqüente contato com fontes externas autorizadas de informação.

Esquema do processo da folkcomunicação:

Neste processo a Fonte é o comunicador, a Mensagem passa por um canal
que são os meios de comunicação de massa ( no caso do trabalho é a Internet) a
audiência são os líderes que tem grande representatividade perante da comunidade, nesta etapa a comunicação de retorno é menos efetiva. Na folk os líderes de audiência transmitem a mensagem para os meios de comunicação de folk (manifestações) e a resposta se dá de forma mais efetiva.

Quando existe a transposição dos Meios de Comunicação Folclóricas para a
Internet que não é um meio de massa, se considerarmos que trabalha com a forma individualizada, a resposta passa a ser menos efetiva. Portanto, nos sites onde encontramos conteúdos folclóricos a resposta é menos abrangente, ainda mais se tratando de uma mídia onde a classe popular não tem acesso. É interessante ressaltar que no levantamento feito, registramos que a maior parte dos sites utiliza as manifestações folclóricas como forma de exploração turística.

O Folclore, sendo a sabedoria do povo, a cultura do povo, abrange todos os campos da vida humana, incluindo seus mitos e lendas, suas estórias, provérbios, seus contos e encantamentos, seus gestos, teatros e também suas danças, suas cantigas e culinária, etc.
Essa classificação de tipos de manifestações é que será utilizada na pesquisa. 

Cada região tem sua cultura e seus costumes, alguns se repetem em diferentes regiões. Mesmo analisando o interior do Estado de São Paulo veremos manifestações bem distintas.

Metodologia

Foi feito um levantamento no agente de busca do www.yahoo.com.br , nos sites
cadastrados do Estado de São Paulo. Utilizou o procedimento de uma pesquisa
bibliográfica e documental, antes do levantamento buscando esclarecer conceitos teóricos sobre o assunto em questão.
É preciso atentar para o fato de que o reexame dos elementos que serviram para a formação do primeiro juízo acerca do assunto requerido e não tem o seu fim com a inicialização da pesquisa. A pesquisa num primeiro momento busca levantar e quantificar, a partir de uma amostra aleatória realizada através de sorteio de 10 % do total das cidades do interior do Estado de São Paulo todos os sites que possuem conteúdos folclóricos. No segundo momento da pesquisa será feito a descrição do tipo de manifestação folclórica e sua classificação.

Resultados

O primeiro passo da pesquisa foi feito um levantamento das cidades do interior de
São Paulo que totalizam 367. A amostra corresponde a 37 cidades, dessas apenas 19 não possui nenhum tipo de conteúdo folclórico e 18 possuem.Segue abaixo as cidades pesquisadas:

Cidades pesquisadas

Cidades que tem sites com conteúdos folclóricos
Andradina
Aparecida
Araiçoiaba da Serra
Barretos
Bertioga
Boituva
Borborema
Campinas
Cananéia
Guaratinguetá
Holambra
Ibitingá
Itapira
Joanópolis
Matão
São Bento do Sapucaí
São José dos Campos
Tremembé

Cidades que não tem sites com conteúdos folclóricos
Amparo
Ariranha
Bálsamo
Banana
Barra Bonita
Batatais
Birgui
Biriti-mirim
Bom Jesus dos perdões
Brodoski
Caçapava
Dois Córregos
Dumond
Espírito Santo do Pinhal
Itatiba
Guararapes
São Francisco Xavier
Jambeiro
Votuporanga

A classificação que se pretende fazer nesta pesquisa diz respeito aos tipos de
manifestações folclóricas que estão inseridas nestas páginas. Podendo assim classificá-las:
. mitos e lendas
. estórias, parlendas, adivinhas e provérbios, contos e encantamentos, juras,
pregões, xingamentos e gestos,
. danças, teatros, artes, instrumentos e cantigas,
. festas tradicionais, crenças e crendices, magia, tabus e superstições,
. medicina, rezadores e benzedores, trovas, desafios e romances, orações,
brinquedos e jogos,
. técnicas populares, rendas, bordados, trançados e cestarias, e cozinha.
Veremos agora quais são os conteúdos e como estão inseridos na Internet.

Andradina
O site da cidade (http://www.ospior.hpg.ig.com.br/index.htm ), tem no menu
alguns links como prosa caipira e versos de peão, que se caracterizam como manifestações e costumes da região.
Na página de Prosa Caipira, encontramos um pequeno glossário caipira, típico da
linguagem popular, por exemplo, “Nóis Fara Errado Porque Nóis Qué... Estudado Nóis É...”.Na página de Versos de rodeio encontramos alguns versos como por exemplo:
“Sou filho de fazendeiro, do prefeito sou afilhado, tenho tio engenheiro e amigo
deputado, não me apego a dinheiro, de briga estou cansado, sou humilde, sou
vaqueiro, em Andradina fui criado"

Podemos classificar esse site como sendo parte das manifestações folclóricas da cidade com “suas estórias, parlendas, adivinhas e provérbios, seus contos e encantamentos, suas juras, pregões, xingamentos e gestos”.

Aparecida  
No site encontramos uma chamada para a tradicional festa do São Benedito,
apesar de ser uma festa religiosa, possui várias características folclóricas como as bandeirinhas,as danças como a congada.
(http://www.cidadeaparecida.com.br/saobenedito/saobeneditocont.html)

Araçoiaba da Serra
 A cidade tem um site cadastrado chamado Lendas e Fogueiras.
(http://www.lendasefogueiras.com.br/), destinado a grupos de adolescentes, mas que infelizmente não tem exposto nem um tipo de lenda.

Barretos 
Site da Tradicional Festa do Peão, existente a 48 anos é hoje uma das maiores
festas do Brasil. A festa originalmente reunia um pouco tudo, como apresentações da Catira, Danças do Folclore brasileiro, Conjuntos de Violeiros, Queima do Alho e Desfile típico com carros de boi e conjuntos folclóricos e Pau de Sebo. Hoje é um rodeio que já é considerado um dos maiores do mundo.
Bertioga – Na página da cidade (http://www.bertioga.com.br/ ), encontramos no calendário duas festas típicas da população. A Festa da Tainha, que tem comida típica e hoje tornou-se atrativo turístico. E a Festa do índio onde tem várias danças típicas, artesanato, pintura e mostra culinária.
Boituva – No calendário de eventos existe uma pequena descrição das festas locais, como o carnaval de rua, a festa junina e a festa de São Roque padroeiro da cidade.Não tem nenhuma foto.- http://www.boituva.sp.gov.br/frontpt.htm


Borborema
O site da cidade disponibiliza fotos do Desfile de Rodeio com cavalgada, e
roupas características, fanfarras .- http://www.borbcity.cjb.net/

Campinas
Existe um site cadastrado específico, do conjunto Folclórico raíces de Chile.A
página pode ser vistas em dois idiomas o português e espanhol. Possui uma descrição do que é o grupo, repertório com músicas e danças, eventos, links e outros.
http://www.raicesdechile.hpg.ig.com.br/index.htm


Cananéia
A história de um fantasma que perambula pela cidade, tornou-se uma lenda desde 1531, até os dias atuais. As lendas e mitos fazem parte do folclore e da cultura popular, essa página que conta a história do fantasma pé um bom exemplo disso. http://www.cananet.com.br/historia/

Guaratinguetá
O site da Festa de São Benedito faz parte da tradição da região, na festa são apresentadas danças como a congada, cavalgada e comidas típicas.A página não foi encontrada na segunda busca, por isso o único registro que temos é o abaixo exposto.

Holambra
A cidade que foi colonizada por holandeses, preserva a cultura . Todo ano acontece uma feira de exposição de flores, chamada de Expoflora. O evento conta com as apresentações de danças e musicas típicas, além de ter stands de comidas e artesanato. Na página da cidade é disponibilizados alguma informação e foto, fazendo a divulgação mais voltada para o turismo. http://www.holambra.sp.gov.br/

Ibitinga
O site da cidade, traz algumas informações relevantes, como a história a origem
do nome e a principal atividade econômica da região vem da cultura popular são os
bordados de Ibitinga. O artesanato hoje é a maior fonte de renda da população.
http://www.linkway.com.br/Ibitinga/

Itapira
Aparece no site apenas no calendário de eventos uma pequena descrição as festas
populares como o carnaval de rua, a festa de São Benedito e a Festa do Peão de Boiadeiro.
http://itapiraonline.virtualave.net/

Joanópolis
No site da cidade existe um link muito interessante chamado lobisomem, nesta
página encontra a explicação porque o mito hoje faz parte da cultura da cidade. As histórias sobre lobisomem sempre fizeram parte do cotidiano da população até que um folclorista transformou-as em livro. A cidade ficou famosa e hoje é chamada de capital do Lobisomem, explora de forma turística o mito.
http://www.joanopolis.com.br/

Matão
Site de um grupo de carnaval chamado fechabodegas. Na página encontramos
algumas características populares como a criação de uma música, marchinha de
carnaval.Também criaram camisetas com frases populares.
http://www.fechabodegas.com.br/

São Bento do Sapucaí
No site da cidade traz informações voltadas para o turismo onde
disponibiliza alguns links como: a casa do artesão, a festa de São Bendito, o bairro do quilombo. Nestes links podemos encontrar informações sobre a cultura popular, com fotos das festas, danças e artesanato.
http://www.sbsapucai.com.br/

São José dos Campos
Em São José encontramos dois endereços que possuem conteúdo
voltado para o folclore regional. O site da Fundação Cultural tem um link para o museu do folclore, podemos encontra uma diversidade de manifestações folclórica. A descrição das festas, exposições, produtos de artesanatos uma infinidade. A página é uma divulgação do museu conseqüentemente do folclore regional.Outro site que também tem algumas informações é da Companhia de Teatro Caboré, com fotos e descrição de algumas peças representadas pelo grupo.

Tremembé
Disponibiliza no site da cidade uma página para a Festa do Tropeiro, que
acontece em toda a região do Vale do Paraíba com comidas típicas, cavalgada .

Conclusão

O trabalho presente não se propôs ao esgotamento do assunto em questão, apenas ao levantamento dos sites do interior de São Paulo que disponibilizassem conteúdos folclóricos e classificá-los identificando suas manifestações. Para tanto, foi necessário a compreensão do assunto através de um levantamento bibliográfico e documental.

Concluímos que a maior parte do sites visitados que disponibilizaram conteúdos
folclóricos, o fizeram como uma forma de atrair o turista para a região e a divulgação dos costumes da cultura. Uma das manifestações mais encontradas foram as festas populares, como a do São Benedito, Peão, e da tainha. As páginas que se destacam pelo conteúdo folclórico são as da cidades de: Andradina, Matão, Cananéia e Joanópolis. Andradina e Matão exibe as manifestações contidas na Linguagem, Cananéia e Joanópolis nas lendas,
mitos e contos.A cidade de São José dos Campos e Campinas trazem sites específicos com bastante conteúdo.

A transposição do folclore para a Internet serve apenas como divulgação, que hoje é mais usada como forma de atrair turistas para região. Não é feita para a preservação da cultura popular, nem para troca de informações, é interessante observar que algumas festas se repetem em diferentes cidades e que a tradição permanece.

Bibliografia

BELTRÃO, Luis. Folkcomunicação: a comunicação dos marginalizados. São Paulo:
Cortez, 1980.
BENJAMIN. A fala e o gesto: ensaios de folkcomunicação sobre narrativas populares.
Recife: Imprensa Universitária, 1996. p.21.CANCLINI, N. & RONCAGLIOLO. Culturas
trasnnacionales y culturas populares. Lima: IPAL, 1990.
CANCLINI, Néstor Garcia. Consumidores e Cidadãos – Conflitos Multiculturais da
Globalização. Rio de Janeiro: UFRJ, 1995.
ECO, Umberto. Como se faz uma tese. Editora: Perspectiva. 16ª.Edição.1977
FELIPE, Carlos & MANZO, Mauricio. O Grande Livro do Folclore. São Paulo: Leitura, 2000.
FRADE, Cáscia. Folclore. São Paulo: Global, 1997.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de Pesquisa Social.São Paulo: Atlas, 1999.
MAIER J. RUMNEY Jay. Manual de sociologia. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1975
MELO, José Marques de . Teoria da comunicação: paradigmas latino-americanos. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.
ORTIZ, Renato. Romântico e Folcloristas. São Paulo: Loyola, S/data de Publicação.


in http://encipecom.metodista.br/mediawiki, 04.08.2012

 

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