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O Mastro

Como os demais elementos das festas juninas que estão diretamente relacionados com a época da colheita (do milho, principalmente, no Brasil), os mastros são símbolos da fecundação vegetal, segundo o folclorista Câmara Cascudo (1988, p. 481 e 482).

No topo do mastro, que deve ter mais ou menos 5 a 6 metros de altura, fica a bandeira do santo padroeiro da festa, símbolo da sua presença durante a festividade. A crença popular é de que o mastro tem o poder de sinalizar, dependendo do lado para onde virar a bandeira que está no seu topo, muita prosperidade ou morte.

Em alguns lugares, colocam-se três bandeiras sobre o mastro, cada uma com a figura de um dos santos juninos: Santo Antônio é representado como um homem de meia-idade que segura o menino Jesus nos braços; São João é uma criança de cabelos encaracolados que tem um carneirinho no colo, simbolizando Jesus Cristo, apontado por São João Batista como o verdadeiro Cordeiro de Deus; São Pedro aparece na bandeira como uma pessoa idosa que tem nas mãos as chaves do céu.

A preparação do mastro, até a ocasião de seu erguimento, é parte essencial das festas em homenagem aos santos juninos, principalmente São João. O mastro recebe um tratamento especial desde o momento da escolha da madeira. O tronco da árvore deve ser o mais reto possível e ser cortado em uma sexta-feira de lua minguante por três pessoas que, antes de derrubá-lo, devem rezar o Pai-Nosso. No momento em que a árvore é derrubada e cai no chão, esses homens, em sinal de respeito, devem tirar o chapéu e evitar cuspir naquele lugar.

O transporte do tronco escolhido para mastro também requer cuidado especial. A madeira deve ser colocada sobre um tipo de andor ou nos ombros dos homens, que não precisam ser os mesmos que derrubaram a árvore. Na verdade, todos os homens que participarão da festa querem carregá-lo pelo menos por alguns instantes, até o seu levantamento. As mulheres levam a bandeira que será colocada em seu topo.

A preparação do mastro não inclui necessariamente a pintura. Quando ele é pintado, em geral adquire uma só cor no Norte do Brasil e duas cores no Sul, onde o azul e o vermelho são as cores preferidas. Evita-se pôr pregos no mastro e é geralmente o promotor da festa quem determina onde será feito o buraco para levantá-lo.

Também são chamadas de mastro as árvores que em geral nessa época, mais especificamente no dia de cada santo junino, são plantadas em frente às casas dos roceiros enquanto eles rezam a oração Salve-Rainha. Depois de erguidas, essas arvorezinhas são decoradas com fitas, flores, laranjas espetadas nos galhos e cipós de flor-de-são-joão. Seu pé fica repleto de ovos de galinha, grãos de milho e feijão, para assegurar que a colheita seja farta e haja uma boa produção de ovos, sem pestes nem doenças.

in http://festajunina.com.br, 18.07.2012

 

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