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Economia criativa e festas juninas

Por Flávio Dino

Este mês de junho é marcado pelo maravilhoso e imprescindível barulho da democracia, com a realização das convenções partidárias: discursos, músicas e foguetes mobilizam milhares de pessoas, aceleram corações reacendem esperanças de que conquistaremos um Maranhão de todos nós.

No nosso estado e em todo o Nordeste, temos a emoção adicional trazida por outros sons: as festas juninas. As toadas do bumba meu boi e de tantos outros ritmos e danças; os sabores do cuxá, das tortas e do arroz maria-isabel; e as multicores das roupas dos brincantes são mostras vivas da beleza, da diversidade e da força do nosso povo.

As festas juninas são um dos melhores exemplos do que vem a ser o conceito de Economia Criativa, desenvolvido pelo ex-ministro Gilberto Gil . Em sua genialidade de grande compositor que é, ele nos chamava a atenção para a imensa força mobilizadora da sociedade – e, portanto, dos recursos econômicos – que a cultura tem em nosso país.

A execução de políticas públicas que fomentem esse papel de mobilização econômica da criatividade humana vem sendo conduzida, no Ministério da Cultura do governo Dilma, pela secretária de Economia Criativa Cláudia Leitão. Ex-secretária de Cultura do Ceará, Cláudia vem, desde janeiro de 2011, implantando a secretaria e elaborando novos programas que serão lançados em breve, no âmbito do Plano Brasil Criativo.

Esta semana que passou, encontrei-me com a secretária Cláudia Leitão na sede da Embratur, em Brasília, para discutirmos parcerias. Examinamos especialmente a promoção conjunta de eventos internacionais e o incentivo às Cidades Criativas. Da minha parte, como presidente da Embratur, me comprometi a, assim que o processo for concluído, passar a usar o selo de Cidade Criativa como critério nas seleções de projetos na área do turismo internacional. Assim, um município que tenha o selo de Cidade Criativa terá mais pontos em nossos editais para apoiar a divulgação turística no exterior.

Explorar esse aspecto cultural do interesse dos estrangeiros pelo nosso país tem sido uma grande prioridade neste um ano de gestão à frente da Embratur, que completo na próxima semana. Apostamos nas atividades da economia criativa como um enorme diferencial de nosso país como destino turístico. Afinal, nas nossas gastronomia, música, arquitetura, artes cênicas e plásticas estão retratadas a alma do nosso povo, a essência desta singular civilização dos trópicos cada vez mais forte e respeitada pelo mundo.

Com essas premissas e com o olhar voltado especificamente para o Maranhão, organizamos uma press trip – viagem guiada para jornalistas – ao nosso Estado, neste fim de semana. Jornalistas da Espanha e de Portugal estão conosco para assistir às nossas festas juninas, parte fundamental da economia criativa maranhense. O objetivo é que, ao retornarem aos seus países e escreverem sobre nossa diversidade cultural, atraiam mais turistas estrangeiros ao nosso país e ao nosso estado.

Sabemos que o Maranhão amarga os efeitos de uma dramática e inaceitável contradição: somos ricos em tudo e, paradoxalmente, ricos em pobreza. Precisamos abandonar essa ilusão de “grandes projetos” - no mais das vezes puramente eleitoreiros e geradores de concentração de renda - e investir nas cadeias produtivas que realmente podem trazer oportunidades para a maioria do povo. O casamento entre cultura e turismo, sob o pálio da Economia Criativa, é um bom exemplo do que devemos fazer juntos para que o Maranhão ande para frente. Eis uma grande tarefa para os governos populares que conquistaremos em 2012 e 2014, com a proteção de Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal.

Flávio Dino, 43 anos, é presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), foi deputado federal e juiz federal
in Jornal Pequeno - MA, 24.06.2012

 

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